The School of Life: No Que Acreditamos

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A The School of Life é uma organização global com uma missão simples em mente: aumentar a quantidade de Inteligência Emocional em circulação. Nós estamos buscando tipos mais emocionalmente inteligentes de: 

-         Relacionamentos

-         Trabalho

-         Lazer

-         Cultura

Para perseguir nossos objetivos, nós realizamos uma série de atividades; nós organizamos conferências, lojas e salas de aula ao redor do mundo, oferecemos consultoria para empresas, escrevemos e publicamos livros, fazemos vídeos, vendemos produtos e agimos digitalmente. Por trás de todas nossas atividades, há em comum uma determinada forma de ver o mundo: um conjunto de crenças sobre os principais desafios que encaramos e sobre como nossas vidas podem ser melhoradas. Nossa mentalidade pode ser explicada assim:

1. Relacionamentos

Nós concordamos com a visão (primeiramente proposta por Freud) de que uma vida realizada é essencialmente feita de dois ingredientes: Amor e Trabalho. Mas nós também temos consciência de que decepção, frustração e uma sensação de fracasso são muitas vezes a norma nessas áreas – o que ao mesmo tempo nos entristece e estimula nossos esforços.

Devemos muito do nosso pensamento sobre o amor à psicoterapia, que, em sua base, nos diz que nossas infâncias nos marcam profundamente e, muitas vezes, deixam para nós um legado de dificuldades quanto a nos relacionar com os outros. Nós podemos ter dificuldades confiando ou estando próximo, encontrando a distância certa ou permanecendo resiliente. Nós somos propensos a ‘transferir' muitas emoções do nosso passado para cenários do presente em que elas não pertencem, e podemos, assim, responder injustamente a parceiros sem entender direito o que está nos motivando. Nós podemos (no inestimável vocabulário do psicanalista inglês John Bowlby) ser ou ‘esquivos’, ou ‘ansiosos’ em como nós nos comportamos com os outros.

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A única esperança de escapar desses padrões é se tornar um pouco mais consciente deles. Na nossa busca por entender o amor, nós acreditamos muito nos benefícios do autoconhecimento e de uma introspecção contínua.

Nossas atuais dificuldades na área dos relacionamentos também têm raízes em uma fonte cultural – que chamamos de ‘Romantismo’. Nós nos demos, coletivamente, uma imagem romântica muito problemática de como bons relacionamentos devem ser: nós sonhamos com intimidade profunda, sexo satisfatório, ausência de segredos e apenas uma modesta quantidade de conflitos. Essa fé no amor é comovente, mas ela carrega consigo uma falha trágica: certas expectativas podem acabar sendo inimigas de relacionamentos maduros funcionais.

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Em vez disso, nós nos inclinamos para o que chamamos de abordagem Clássica. A visão Clássica é, em certos sentidos, cautelosa quanto ao amor. Pessoas Clássicas prestam uma atenção especial ao que pode dar errado com outras pessoas. Antes de condenar um relacionamento, elas consideram o padrão de parceiros disponíveis na sociedade e podem acabar vendo um compromisso atual como suportável, dada as circunstâncias. Essa visão das pessoas é fundamental – mas proveitosamente – sombria. Todo mundo é, no fim das coisas, profundamente problemático e difícil de conviver. As únicas pessoas que alguém pode achar normais são aquelas que ele ainda não conhece muito bem.

Uma filosofia Clássica sustenta que, porque nós não somos naturalmente bem-equipados para as demandas de relacionamentos, nós precisamos de muita assistência e educação. Nós precisamos de uma cultura que nos ajude a entender nós mesmos e a formar expectativas realistas. Nós precisamos de lembretes constantes para sermos mais pacientes, generosos, compreensivos e gratos.

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O ponto de partida deve ser um reconhecimento honesto das nossas fraquezas naturais: nós temos que aceitar que temos tendências terríveis a interpretar mal as pessoas e as situações e que constantemente falhamos nos desafios de nos aproximar dos outros. Nós acreditamos que o amor é uma habilidade que precisa ser aprendida, não um impulso que pode simplesmente ser seguido.

Em nossa missão para ajudar a melhorar os relacionamentos, nós escrevemos livros, fazemos vídeos, realizamos aulas e eventos.

2. Sexualidade

Nós também estamos conscientes da importância das expectativas e dos desafios quanto ao sexo. Embora nós, muitas vezes, acreditemos estar vivendo em uma época liberal, continua sendo difícil não sentir vergonha de muitos dos nossos impulsos sexuais. É especialmente desafiador comunicar o que queremos para aqueles por quem nos atraímos.

Além disso, a tecnologia tornou a pornografia uma característica constante do amor moderno – e um desafio para o nosso desejo de integrar nossa sexualidade a outras coisas com que nós talvez nos importemos, como sensibilidade, inteligência e dignidade.

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Nós acreditamos em remover um pouco da vergonha quanto ao sexo, revelando que muitos desejos pertencem a buscas complexas por intimidade.

Em nosso trabalho sobre sexualidade, nós escrevemos livros, fazemos vídeos, realizamos aulas – e administramos um site de pornografia no www.pornastherapy.com

3. Trabalho

Uma das ideias características dos tempos modernos é que nós não esperamos que o trabalho seja simplesmente um suplício a que nos submetemos para sobreviver. Nós temos altas expectativas em relação a essa grande parte das nossas vidas. Idealmente, nós queremos que o trabalho seja ‘significativo’, o que envolve a crença de que nós estamos de alguma forma ou reduzindo o sofrimento, ou aumentando a felicidade de outros seres humanos.

Parece haver três coisas que dão significado a um trabalho. Primeiro, um trabalho significativo aproveita as partes mais profundas, sinceras e talentosas de nós. Então pessoas diferentes necessariamente irão achar diferentes tipos de trabalhos significativos, de acordo com o que está dentro do seu eu mais profundo.

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Em segundo lugar, um trabalho significativo é um trabalho que, em algum nível, ajuda outras pessoas, que conserta um problema que seres humanos têm: um trabalho que, de forma grande ou pequena, serve à humanidade. Um trabalho significativo fornece um serviço para os outros. E, em terceiro lugar, um trabalho parece significativo quando a pessoa o desempenhando pode sentir profundamente, no dia a dia, o impacto de seu trabalho em uma audiência. Em outras palavras, o trabalho não apenas é teoricamente significativo, ele realmente parece significativo à medida que alguém o desempenha ao longo de um dia comum.

Três razões se destacam sobre por que se tornou difícil obter um trabalho significativo: primeiro, porque é perigosamente difícil para nós localizar nossos verdadeiros interesses no tempo que temos antes de a mera sobrevivência se tornar um imperativo. Nossos interesses não se manifestam espontaneamente, eles requerem que nós nos analisemos pacientemente e experimentemos um conjunto de opções, para ver o que parece ‘servir’ melhor em nós. Mas, infelizmente, escolas e universidades, assim como a sociedade em geral, não colocam muita ênfase nesse estágio da educação, em ajudar as pessoas a entenderem suas verdadeiras identidades profissionais. Há muito mais ênfase em simplesmente nos prepararmos para qualquer trabalho do que para um trabalho que seria particularmente adequado para nós. O que é uma pena não só para indivíduos, mas para a economia como um todo, porque as pessoas sempre trabalham melhor, mais duro e proveitosamente quando seus ‘eus profundos’ estão engajados.

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Em segundo lugar, muitos trabalhos são relativamente insignificantes porque é muito possível, na economia atual, gerar lucros ao vender para as pessoas coisas que não contribuem fundamentalmente para o bem-estar, mas que se aproveitam da nossa falta de autocontrole.

Em terceiro lugar, um trabalho pode ter significado e genuinamente ser útil para os outros, mas não parecer ser assim no dia a dia porque muitas organização são tão grandes, tão lentas, tão divididas em muitos continentes, que o propósito do trabalho de todo mundo no dia a dia se perde entre reuniões, memorandos, videoconferências e administração.

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Esse diagnóstico ajuda a apontar o caminho do que nós podemos começar a fazer para tornar o trabalho mais significativo para as pessoas: primeiro, prestar muito mais atenção em ajudar as pessoas a encontrar suas vocações, os seus verdadeiros ‘eus’ profissionais: através de aconselhamento de carreira, psicoterapia, estágios e mudanças nos currículos das escolas e universidades, permitindo que os estudantes comecem a analisar suas identidades e aptidões desde muito mais cedo.

Segundo, quanto mais nós, enquanto consumidores, pudermos apoiar negócios engajados em trabalhos significativos, mais trabalhos significativos existirão. Consumidores têm um poder enorme sobre que tipo de vidas nós podemos ter enquanto produtores. Aumentando a qualidade da nossa demanda, nós aumentamos o número de trabalhos que podem responder às necessidades mais profundas da humanidade. 

Terceiro, em negócios que realmente realizam um trabalho significativo, mas em uma escala longa demais para ele parecer significativo no dia a dia, nós podemos nos tornar melhores em contar histórias sobre o que cada organização faz, oferecendo uma sensação tangível da contribuição que cada indivíduo dá para o todo.

Garantir que o trabalho é significativo não é um luxo: isso resolve a maior questão de toda a economia e política modernas: quão duro e bem as pessoas vão trabalhar – e, portanto, quão bem-sucedidas e poderosas as sociedades podem ser.

Nós dirigimos uma unidade de Negócios que trabalha com empresas para criar produtos e serviços mais significativos; nós também dirigimos um departamento de aprendizado e desenvolvimento que resolve muitos problemas interpessoais em ambientes de trabalho, e oferecemos psicoterapia e aconselhamento de carreira, o que ajuda as pessoas a descobrirem suas vocações e desfazerem conflitos em relação carreiras. Mais em: www.theschooloflife.com/saopaulo/empresas

4. Educação 

Nossa habilidade para aprender é uma das coisas mais básicas da condição humana. O conjunto de coisas que nós podemos aprender a fazer melhor, através da instrução, é muito amplo. No entanto, a poderosa influência dos pensadores Românticos – que estavam convencidos de que coisas psicológicas importantes não podiam ser ensinadas – significa que o sistema educacional atual nos deixa encalhados com todos os tipos de problemas que não são transmitidos de geração para geração, porque acredita-se que eles estão no campo da intuição.

Nós temos a visão mais Clássica de que todas as conquistas humanas importantes – principalmente quanto às emoções – podem ser ensinadas: como controlar a raiva, como ter uma conversa, como ser um pai amoroso, como ser mais calmo ou criativo…

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Nós estamos conscientes de quão facilmente as pessoas são repelidas por qualquer coisa que pareça muito uma pregação e pela tendência fatal de as coisas que valem a pena parecerem chatas. Nosso compromisso com a educação nos torna muito interessados nas atrações e nos encantos das marcas voltadas ao consumidor: nós reconhecemos a necessidade de capturar e manter a atenção das pessoas em um mundo altamente individualista e repleto de distrações e demandas.

Porque a educação é tão central, nós somos ambiciosos em relação a todas as coisas que podem nos educar. A educação não é só o que acontece nas escolas: a arte e a mídia têm papéis muito educativos – mas nossa cultura tem tendido a evitar reconhecê-los.

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Não deveriam ser só as crianças que vão para a escola. Os adultos em geral deveriam perceber a si mesmos como precisando de educação. Não se deve nunca achar que a escola já terminou. Deve-se permanecer um ex-aluno ativo, aprendendo ao longo da vida. Nos departamentos adultos das escolas, deveria haver cursos sobre como conversar com estranhos ou como lidar com o medo de envelhecer; como se acalmar e como perdoar. Deveria haver aconselhamento de carreira para pessoa de meia idade. As escolas deveriam ser onde uma comunidade é educada, não só um lugar para crianças. Então as crianças deveriam sentir que estão participando dos primeiros estágios de um processo que dura a vida inteira. Algumas salas deveriam ter crianças de sete anos aprendendo ao lado de pessoas de cinquenta (tendo sido percebido que as duas gerações têm maturidades equivalentes em uma determinada área). Nessa Utopia, a frase ‘eu terminei a escola’ soaria extremamente estranha.

A The School of Life dirige filiais ao redor do mundo nas quais você pode passar para ter aulas sobre quase qualquer tópico na área do bem-estar emocional. Nós também espalhamos nossas lições através de vídeos e livros.

https://www.theschooloflife.com/saopaulo/eventos/aula/

5. Religião

Nós temos uma visão específica da religião. Estamos claramente numa era pós-religiosa, mas isso não faz com que sejamos indiferentes ou hostis a pensadores religiosos. Muito pelo contrário: queremos muito aprender com os pensadores religiosos. Os erros técnicos das religiões (por exemplo, a afirmação de que a alma pode reencarnar, de que Cristo voltou dos mortos ou de que o criador do cosmos fez promessas específicas sobre a propriedade das terras do oriente do Mediterrâneo) foram, historicamente, misturados com algumas ambições psicológicas e sociais de larga escala muito importantes. As religiões sempre foram ótimas em atender necessidades psicológicas, e nós ainda temos essas necessidades.

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Em seus melhores momentos, as religiões tentaram:

  • manter ideias sobre o perdão no foco das nossas mentes
  • encorajar a compaixão
  • insistir que certas formas de sucesso mundano são maneiras enganadoras de avaliar o valor das pessoas
  • fazer com que reconheçamos nossa capacidade de ferir aos outros e fazer com que nos arrependamos disso
  • levar-nos a ser gentis e compreensivos com os sofrimentos ocultos dos outros
  • dar-nos rituais úteis para não esquecer ideias importantes durante o ano

Nós vemos a The School of Life como uma organização que assume muitas das tarefas da religião e cria substitutos laicos para ideais e práticas religiosas específicas. Concordando com os grandes pensadores do séc. XIX, acreditamos que a cultura deve substituir a escritura.

6. Cultura

No momento, a cultura (a literatura, a arte, o cinema, a fotografia, o teatro) não está exatamente focada em assumir os tópicos cruciais pelos quais a religião guiou o caminho originalmente. Pessoas que querem expressar sua admiração pela cultura geralmente dizem que ela é valiosa ‘por si mesma’. Nós não concordamos com isso: a cultura é valiosa porque é capaz de lidar com nossa necessidade de educação, orientação, consolo, perspectiva, encorajamento e correção.

Nós somos atraídos pela ideia de que a cultura é terapêutica. A ideia de uma cultura ‘terapêutica’ não é que ela deve nos ajudar, em primeiro lugar, com doenças mentais severas e muito urgentes. A ideia é que ela pode nos ajudar a lidar melhor com as dificuldades normais do dia a dia; como a tendência de ficar inutilmente irritado com pessoas de quem gostamos, de perder a perspectiva por causa de questões pequenas, de perder a harmonia com pessoas que merecem nossa compaixão e de ver nossos erros com muita dureza.

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Ver os diversos ramos da cultura como tendo uma função terapêutica não é uma novidade – essa é uma ideia começada por Aristóteles e endossada por, entre muitos outros, Hegel e Nietzsche. Aqui, podemos destacar alguns dos poderes chave de áreas notáveis da vida cultural:

A comédia nos ajuda a lidar com fracassos e tolices inevitáveis. O instinto normal é ficarmos bem incomodados com nós mesmos quando estragamos tudo. Infelizmente, esse instinto raramente ajuda. A comédia, quando bem feita, executa o movimento terapêutico de mostrar o tolo como amável. Nós não rimos do tolo para denegri-lo, mas por uma inesperada compaixão.

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A história nos ensina a lidar mais efetivamente com os problemas que enfrentamos hoje. Ela nos introduz ideias que já apareceram no passado mas que são necessárias agora. A história é uma correção para a miopia da indústria de notícias.

A pintura e as artes visuais nos ajudam por serem (nas palavras de Hegel) ‘a encarnação sensorial das ideias’. Frequentemente, mesmo ideias muito boas precisam ser experimentadas de modo sensível para que se tornem significativas para nós. Esse poder é revelado quando uma fotografia habilidosa aparecendo no noticiário faz com que, de repente, nos sintamos pessoalmente muito tocados por um evento geograficamente distante que, antes disso, não nos afetou. O papel das artes visuais é construir imagens que deveríamos reviver em nossas mentes com frequência nos momentos difíceis de nossas vidas.

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A música tem o papel de apoiar emoções e humores benéficos. Muitos estados mentais que são importantes para nós (a calma, a paciência, a modéstia que não se deixa subjugar, a esperança, o perdão) também tendem a ser volúveis e evasivos. Nós precisamos deles, mas, sozinhos, temos dificuldades para agarrar-nos a eles. A música é um mecanismo cultural terapêutico para disponibilizar certos estados mentais deliberadamente e estrategicamente.

A literatura tem uma habilidade impressionante de nos levar para o interior da experiência de outras pessoas. Assim nós podemos, ainda que brevemente, experimentar o mundo pelos olhos daqueles que, em outros momentos, parecem estranhos e ameaçadores – algo muito difícil na vida cotidiana. Romances permitem que tenhamos mais vidas do que aquela que nos foi dada.

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A arquitetura cria ambientes que têm características comparáveis àquelas dos humanos. Nós precisamos de prédios e de cidades que encorajem nossos lados positivos, apresentando nossas melhores características numa escala ampla e permanente. Idealmente, nossas construções dão um encorajamento público e duradouro às virtudes sociais da harmonia, da modéstia e da dignidade.

A moda é uma forma de comunicação: ela promove a identidade. Aquilo que usamos diz às outras pessoas (e a nós mesmos) algo sobre quem nós somos. A moda parece tola e vaidosa para as pessoas sérias porque acontece que, muitas vezes, as mensagens que as roupas transmitem não são particularmente úteis ou admiráveis. Mas às vezes elas são, e podem ser muito mais.

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Nós acreditamos que, até agora, o mundo não usou apropriadamente o enorme potencial terapêutico da cultura. Nós vemos a cultura com reverência, mas ainda não aprendemos a usá-la sistematicamente.

A The School of Life fez uma curadoria de diversos museus que expõem nossas teorias ao público. Nós organizamos os sites www.artastherapy.com, www.booksastherapy.com e www.foodastherapy.org

Nós construímos um monastério secular no centro do País de Gales com o arquiteto John Pawson: www.thebookoflife.org/the-life-house

7. A Mídia

A mídia é muito importante para as nossas chances de realização – ela dá à sociedade um retrato de si mesma, orienta os objetivos da política e afirma conhecer as informações que nos são mais vitais.

No entanto, a mídia frequentemente dificulta nossas tentativas de levar boas vidas; ela nos impede de ver os problemas reais e de nos apegarmos a eles; ela é obcecada ora por ideologias prejudiciais, ora por um compromisso com uma neutralidade ideológica rasa; ela é um terreno fértil para sentimentos de inveja e insatisfação material mal digeridos; ela falha em explicar a economia para nós; ela nos informa sobre desastres em lugares distantes sem nos dar as ferramentas para a empatia; ela constantemente nos alerta e nos assusta, aumentando nossa sensação de fragilidade; ela nos leva a ter nojo dos estrangeiros e a ter ideias pessimistas a respeito da vida coletiva.

Parte de aprender a manter-se são é ter uma abordagem robusta para lidar com a corrente de novas informações que vem da mídia.

A The School of Life dirige uma organização de notícias no site www.philosophersmail.com, criou o site www.newsastherapy.com e agora tem um canal popular no Youtube (www.youtube.com/theschooloflifetv). Ela está profundamente interessada na comunicação em massa.

8. Consumismo

Há uma ansiedade generalizada em relação ao consumo. Pessoas razoáveis frequentemente reclamam do fato de que ‘nos tornamos muito consumistas’ ou dizem que estão cansadas do ‘materialismo’.

Nós achamos que o verdadeiro problema não é o consumismo ou o materialismo – comprar coisas e ficar animados com nossas posses. O problema é que, coletivamente, nós não fizemos uma distinção clara entre as versões boas e ruins dessas coisas. Nós concordamos que há muito consumo ruim por aí. Mas a maneira de lidar com ele é amplificar nossa capacidade para o consumo bom. O mesmo serve para o materialismo. Acontece que há tipos muito bons de comportamentos materialistas por aí.

Objetos materiais podem ter papeis psicológicos (ou espirituais) positivos em nossas vidas. Nossos ideais mais elevados podem ser ‘materializados’ em objetos físicos, de modo que, ao comprar e usar esses objetos, estaremos mais perto da melhor versão de nós mesmos.

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As posses materiais têm um papel psicológico construtivo crucial. E o bom consumismo acontece quando as pessoas buscam os objetos que podem cumprir esse papel para elas. Procurar pelo livro ideal, pelo lápis ideal ou pelo cartão ideal não precisa ser algo incompatível com uma vida sábia e madura.

A The School of Life tem uma loja no site www.theschooloflife.com/shop

9. Capitalismo

As economias parecem ter a ver, basicamente, com grandes fatos materiais – campos de petróleo, satélites de comunicação, grandes complexos de varejo, vastos distritos de entretenimento. Mas nós acreditamos que, por trás desses fatores impressionantes, a economia é, numa parte extraordinariamente grande, um fenômeno psicológico dirigido pelos nossos apetites coletivos e pelas nossas imaginações e desejos. O que gera lucro e organiza todo o sistema de investimento é aquilo pelo que as pessoas estão dispostas a pagar.

A educação do consumidor é, portanto, uma das estratégias econômicas chave hoje em dia.

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Não é uma surpresa que, até agora, o capitalismo tenha tentado suprir principalmente nossas necessidades mais básicas. Nós estamos interessados num tipo de capitalismo que opera mais acima na famosa Pirâmide de Necessidades de Abraham Maslow: um capitalismo que seja tão eficiente em suprir nossa necessidade de compreensão quanto nossa necessidade de doces para comer; que seja tão bom em nos ajudar a encontrar parceiros razoáveis quanto é, atualmente, em nos unir ao sanduíche ideal.

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Nós não achamos, portanto, que a pergunta deve ser: Capitalismo – sim ou não? A questão central é melhorar o capitalismo para garantir que ele satisfaça nossas necessidades mais elevadas.

A The School of Life tenta levar as empresas a criar um tipo de capitalismo mais inteligente através de nossa unidade de Negócios: https://www.theschooloflife.com/saopaulo/empresas/

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A The School of Life existe para demonstrar que o papel apropriado das ideias é levar a transformação das nossas sociedades a direções positivas e emocionalmente inteligentes.